sexta-feira, outubro 16, 2020

segundas de chuva.

são lampejos,

como um estalo de dedos:

esse pensamento de que tudo

vai ficar bem.

nas noites, sobretudo

quando me permito mergulhar

na minha própria companhia

e deixar o corpo flutuar leve

acima de toda a tristeza que,

por vezes, bate à porta.

transbordar-se é assim, acho:

criar espaço para desaguar.

no momento presente

sou eu,

fluindo lá fora.

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