são lampejos,
como um estalo de dedos:
esse pensamento de que tudo
vai ficar bem.
nas noites, sobretudo
quando me permito mergulhar
na minha própria companhia
e deixar o corpo flutuar leve
acima de toda a tristeza que,
por vezes, bate à porta.
transbordar-se é assim, acho:
criar espaço para desaguar.
no momento presente
sou eu,
fluindo lá fora.
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