segunda-feira, março 07, 2011

poética.

Talvez a perfeição exista.
Não, não existe
não insista,
não fique triste.
E o príncipe não vem a cavalo,
o príncipe, a princípio,
não passa de mais um sapo,
um sapo vassalo.
As princesas também são feias,
também tecem suas teias.
Os castelos não são eternos,
são de areia.

As máscaras são plásticas,
Os olhos são de vidro.
As verdades fantásticas
do cego retrato inquieto colorido,
preto e branco,
chuviscando.
Mas as casas são de papel.
D
e
s
c
e
n
d m o
o r r o
pedindo socorro.
Veja! Uma enxurrada de casas de papel...
O asfalto não cede,
o que é concreto é concreto,
Não manda nele nem o céu.

Na verdade, os castelos não são nem mesmo de a r e i a.

-
preciso voltar a escrever minhas poesias. fato.

Um comentário:

pensa,pensa,pensou?

brisas.

querendo misturar todas as coisas que estavam pelos papéis e nunca se encontraram. o tempo é uma realidade que se encerra no instante. sua ...