sexta-feira, outubro 16, 2020

curva de rio.

há algo ali

no ímpeto de acontecer.

pressinto o caudaloso rio trazendo

até meu meandro que tudo espera.

garimpo tesouros na vagarosa curva.

é agora!

os braços d'água acolhem seixos rolados,

pedras de rio e seus musgos,

tudo guarda.

há algo em mim no ímpeto de acontecer,

corredeira.

deixa ir seixos e peixinhos…

deixa mover antigos tesouros sedimentados.

que faço eu desse vazio que se abre?

retomo o fôlego

e transbordo antes que tarde.

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