há algo ali
no ímpeto de acontecer.
pressinto o caudaloso rio trazendo
até meu meandro que tudo espera.
garimpo tesouros na vagarosa curva.
é agora!
os braços d'água acolhem seixos rolados,
pedras de rio e seus musgos,
tudo guarda.
há algo em mim no ímpeto de acontecer,
corredeira.
deixa ir seixos e peixinhos…
deixa mover antigos tesouros sedimentados.
que faço eu desse vazio que se abre?
retomo o fôlego
e transbordo antes que tarde.
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