foi assim, coisa de filme. aquele instante fruto do acaso aconteceu: cruzar com ele sem querer-querendo no meio do caminho pra lugar-qualquer. fui subindo as escadas distraída e o vi, nunca tinha ensaiado pr'aquela situação. perdi a fala.
ele perguntou se eu estava bem. quê? ele repetiu pausadamente, levei as mãos sobre a cabeça, ainda n'um gesto de desconserto: tô bem e você?
acho que corava a face em cada aparente impulso de aproximação e não conseguia segurar a felicidade. toda palavra-sorrida que me escapava era uma vã tentativa de afago.
a conversa não foi longa, nos deixamos com a promessa de que nos veríamos de noite, ao acaso, em uma festa.
um abraço: bom te ver! houve resposta? me perdi ali, não sei...
entrei no restaurante, me servi, sentei, fiquei um tempo parada olhando pro prato, as mãos tremiam e me senti assim:
aos pedaços.
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brisas.
querendo misturar todas as coisas que estavam pelos papéis e nunca se encontraram. o tempo é uma realidade que se encerra no instante. sua ...
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Talvez a perfeição exista. Não, não existe não insista, não fique triste. E o príncipe não vem a cavalo, o príncipe, a princípio, não passa ...
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Tua imagem me atormenta como um molde vaza(n)do em todos os pensamentos, grafitado na pele, pintado em todos os tecidos: um sorriso e escoan...
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