ele resolveu pegar o violão, tocou uns sambinhas. e eu ali só admirando, admirando, do mesmo jeito que admirei aquela figura nua, na luz rala da noite que entrava pela janela, dando um trago num cigarro.
- adorei seu quarto...
- adorei você no meu quarto!
como eu adoro aquelas expressões de prazer e a cara gostosa que ele tem, mesmo com sono.
como eu adoro percorrer minhas mãos por aquele corpo que me parece tão frágil que pode desmanchar com meu toque, que eu posso pegar no colo, carregar nas costas, na mala, no bolso, pra onde eu for.
como eu adoro afagar aquela barba, roçar meu rosto por ela, meu corpo, meu sexo.
como eu adoro quando deitamos de conchinha, ele todo encolhido e eu envolvo seu corpo todo num abraço e vamos mudando de lados e braços e pernas, nos encaixando de todas as formas.
deixa meu corpo assim sobre o seu: pesando, pesando, queimando.
queria me pausar nisso.
me de(morar) em você.
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