era o som, a trilha, a voz.
eram as letras, as entrelinhas.
éramos o eu, o tu: as sombras de nós.
a cena composta, a mente disposta.
o cabelo estrategicamente desajeitado,
de lado.
a imagem que se move
como chegasse a desprender da tela fria,
me acaricia.
cerro os olhos, rasgo o peito,
rasgo o verbo.
éramos o eu, o tu: delicadamente vidrados.
atravessando o tímido riso,
os laços frouxos,
o outro lado.
a imagem que me move
como tentasse arrancar-me a fantasia,
me inebria.
era a respiração densa, intensa,
as formigas nas mãos, as borboletas no estômago.
éramos o eu, o tu: destilando desejos.
o suor, o gozo, o choro,
e o fim na ausência
do meu lado.
a imagem que nos move
como tivesse o outro por companhia,
acompanha o dia.
e o dia,
e o dia.
terça-feira, setembro 18, 2012
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brisas.
querendo misturar todas as coisas que estavam pelos papéis e nunca se encontraram. o tempo é uma realidade que se encerra no instante. sua ...
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Talvez a perfeição exista. Não, não existe não insista, não fique triste. E o príncipe não vem a cavalo, o príncipe, a princípio, não passa ...
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Tua imagem me atormenta como um molde vaza(n)do em todos os pensamentos, grafitado na pele, pintado em todos os tecidos: um sorriso e escoan...
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