terça-feira, fevereiro 18, 2014

vamos falar de amor?

Queria ser livre: como o desenho que levo nos braços.
Mas acho que ainda sou o pássaro sobre a gaiola, na dúvida do vôo.
Queria ser esse amor livre que me encanta, em suas possibilidades e eventualidades. Aquele que se dá na intersecção de uma série de trajetórias, histórias, memórias.
A teoria é linda, o desejo é lindo. Mas me falta experienciar para compreender.

Libertar(se) não devia implicar ausência ou afastamento. É possível ser livre estando junto, perto, dentro.
Encontrar(se) consigo e com/no outro, vibrando na mesma frequência, não é um acontecimento banal que acontece em toda fila-do-pão.
Ser livre tampouco significa desenraizar-se por completo, ser um errante sem porto, casa, colo. É um estado de espírito, um conhecer profundo de si.
É uma convicção e, mais que isso, uma escolha de como ser-no-mundo, numa relação visceral com o amor em todas as suas formas e cores.
Fazer-se livre, assim como valorizar a liberdade do outro, é um exercício diário (e necessário!). Mas não é fácil romper as amarras de tantas construções sociais imbricadas em nós, regras de como se portar, como e o que sentir, o certo-aceito e o errado, impróprio, vulgar. Nos fizeram acreditar em tanta coisa que, por vezes, temos medo de aceitar – e ser – o que somos, em nossa essência.

O amor é fluido, é um movimento.
E nós nos movemos com, a partir e através dele: não estamos ancorados!





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