Queria ser livre: como o desenho que levo nos
braços.
Mas acho que ainda sou o pássaro sobre a
gaiola, na dúvida do vôo.
Queria ser esse amor livre que me encanta, em
suas possibilidades e eventualidades. Aquele que se dá na intersecção de uma
série de trajetórias, histórias, memórias.
A teoria é linda, o desejo é lindo. Mas me
falta experienciar para compreender.
Libertar(se) não devia implicar ausência ou
afastamento. É possível ser livre estando junto, perto, dentro.
Encontrar(se) consigo e com/no outro, vibrando
na mesma frequência, não é um acontecimento banal que acontece em toda fila-do-pão.
Ser livre tampouco significa desenraizar-se por
completo, ser um errante sem porto, casa, colo. É um estado de espírito, um
conhecer profundo de si.
É uma convicção e, mais que isso, uma escolha
de como ser-no-mundo, numa relação visceral com o amor em todas as suas formas
e cores.
Fazer-se livre, assim como valorizar a
liberdade do outro, é um exercício diário (e necessário!). Mas não é fácil
romper as amarras de tantas construções sociais imbricadas em nós, regras de
como se portar, como e o que sentir, o certo-aceito e o errado, impróprio,
vulgar. Nos fizeram acreditar em tanta coisa que, por vezes, temos medo de
aceitar – e ser – o que somos, em nossa essência.
O amor é fluido, é um movimento.
E nós nos movemos com, a partir e através dele:
não estamos ancorados!
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