I.
quero outra vez
aquele abismo
carnal, indecente, inenarrável.
o movimento,
a urgência das mãos,
a volúpia de uma quimera.
o último mês,
seu espanglês,
nosso uísque escocês,
seu sorriso irlandês.
quero outra vez
aquele romantismo
ideal, inocente, inalcançável.
o afastamento,
a ausência do chão,
a angústia da espera.
II.
quero aquelas notas
deslizando ao-vivo
pr'os meus ouvidos.
fiz-me as cordas dedilhadas
no teu compasso ritmado e
na rouquidão das tuas palavras.
me faltam teus sons,
teu banjo bipolar:
brindando canecas de chopp
e me afundando n'uma dor
tão linda...
tão lindo!
toca aquela outra vez?
a de sempre,
a preferida.
fica e me toca outra vez,
me adentre
pela ferida.
segunda-feira, setembro 30, 2013
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brisas.
querendo misturar todas as coisas que estavam pelos papéis e nunca se encontraram. o tempo é uma realidade que se encerra no instante. sua ...
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Talvez a perfeição exista. Não, não existe não insista, não fique triste. E o príncipe não vem a cavalo, o príncipe, a princípio, não passa ...
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