É você quem tem a calma
no meu incansável agito.
São suas as entrelinhas
da vontade não-falada,
do segredo não-dito,
as sutilezas de um amor maduro:
telefonemas suspirados,
sono leve de paredes sólidas,
de chão seguro,
da clareza no meu quarto escuro.
São suas as soluções simples
e as sensações complexas.
É você quem tem o colo
que me deito em silêncio:
meu ninho emaranhado de sonhos,
meu plano extenso,
meu gosto intenso.
São teus os afagos ternos,
os risos (com)partilhados,
as doses diárias de encantamento.
É o óbvio fato de te querer,
o mapa de andanças pr’eu me perder,
meu testamento.
Diariamente: meu bem.
ao meu nêgo.
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