sexta-feira, fevereiro 13, 2009

camarote.

entrou pela janela num dia frio.
perdido.
parei por um momento, não quis me precipitar, abri bem as portas e janelas.
vá, voa, passarinho. só tome cuidado com o balcão.
encolheu, se revirou, o peito pra cima, as asas ao contrário bateram uma, duas, três vezes. o corpinho esticou todo e parou de pulsar.
não voou, não voará, nunca mais.
a liberdade também se movimenta para a morte, movimentos livres, morte livre.
nada livre da morte.


- foi essa manhã, o passarinho ainda está lá fora. devia ter ficado lá; foi só entrar, morreu.
eita, pombas!

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